Mercado de trabalho aquecido confronta com inadimplência recorde, aponta IBGE
A economia do Brasil enfrenta contradições nos números atuais; enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido, com a menor taxa de desemprego na série histórica e com altos rendimentos, as famílias ainda convivem com pouco orçamento e dívidas.
Nesta terça-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou indicadores que mostram a taxa de desemprego em 5,3% no trimestre encerrado em agosto. Além do recorde na ocupação de 103 milhões de pessoas.
O contraste é outro indicador: a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu para 5% em agosto. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011.
Especialistas apontam que o mercado de trabalho aquecido tem ajudado a sustentar a renda e o consumo, mas a alta taxa de juros joga a economia para outra direção: desacelera a atividade econômica e contribui para a inadimplência.
Os dados do IBGE também destacam que o crescimento da ocupação ficou concentrado em setores específicos, como construção e indústria, enquanto outros ficaram estáveis.
5,3% de taxa de desemprego no encerrado trimestre de agosto, queda de 0,3 percentual em relação ao trimestre de maio.
103,5 milhões de pessoas ocupadas. O número representa alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas).
103 milhões de pessoas ocupadas (58,6%).
66,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho.
39,5 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada.
26,1 milhões que trabalham por conta própria.
A taxa média de inadimplência subiu nas operações de crédito de 4,9% em julho para 5% em agosto, o maior patamar desde março de 2011, de acordo com o Banco Central.
Pessoas físicas: inadimplência subiu 5,8% em julho para 6% em agosto.
Pessoas jurídicas - inadimplência estável em 3,3% em agosto.
Dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Tesouro Nacional mostram que as contas do governo registram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto.
O resultado representa uma melhora em relação ao mês de agosto do ano passado, quando o déficit era de R$ 16,2 bilhões.
Com informações de Farol da Bahia - Economia.
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