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Mercado de trabalho aquecido confronta com inadimplência recorde, aponta IBGE

Por 8 · Farol da Bahia - Economia · 02 de outubro de 2026, 10:35
Mercado de trabalho aquecido confronta com inadimplência recorde, aponta IBGE
Os indicadores foram divulgados nesta terça-feira (29)

A economia do Brasil enfrenta contradições nos números atuais; enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido, com a menor taxa de desemprego na série histórica e com altos rendimentos, as famílias ainda convivem com pouco orçamento e dívidas.

Nesta terça-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou indicadores que mostram a taxa de desemprego em 5,3% no trimestre encerrado em agosto. Além do recorde na ocupação de 103 milhões de pessoas.

O contraste é outro indicador: a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu para 5% em agosto. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011.

Especialistas apontam que o mercado de trabalho aquecido tem ajudado a sustentar a renda e o consumo, mas a alta taxa de juros joga a economia para outra direção: desacelera a atividade econômica e contribui para a inadimplência.

Os dados do IBGE também destacam que o crescimento da ocupação ficou concentrado em setores específicos, como construção e indústria, enquanto outros ficaram estáveis.

5,3% de taxa de desemprego no encerrado trimestre de agosto, queda de 0,3 percentual em relação ao trimestre de maio.

103,5 milhões de pessoas ocupadas. O número representa alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas).

103 milhões de pessoas ocupadas (58,6%).

66,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho.

39,5 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada.

26,1 milhões que trabalham por conta própria.

A taxa média de inadimplência subiu nas operações de crédito de 4,9% em julho para 5% em agosto, o maior patamar desde março de 2011, de acordo com o Banco Central.

Pessoas físicas: inadimplência subiu 5,8% em julho para 6% em agosto.

Pessoas jurídicas - inadimplência estável em 3,3% em agosto.

Dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Tesouro Nacional mostram que as contas do governo registram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto.

O resultado representa uma melhora em relação ao mês de agosto do ano passado, quando o déficit era de R$ 16,2 bilhões.

Com informações de Farol da Bahia - Economia.