quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Rede Globaltv
Cidade

Samarco amplia produção de mudas nativas para restauração da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo

Por Roberto Verona · Território Notícias · 30 de setembro de 2026, 22:04
Samarco amplia produção de mudas nativas para restauração da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo
Empresa também investe na Rede Rio Doce de Sementes para as ações de reparação ambiental, utilizando 354 espécies nativas Neste Dia da Árvore, a Samarco reforça sua estrutura de produção de mudas nativas como parte das ações de reparação e...

Empresa também investe na Rede Rio Doce de Sementes para as ações de reparação ambiental, utilizando 354 espécies nativas

Neste Dia da Árvore, a Samarco reforça sua estrutura de produção de mudas nativas como parte das ações de reparação e compensação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce. Um dos polos dessa produção é o Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal (Cedasf), localizado na Vila Residencial Antônio Pereira, em Ouro Preto (MG). Implantado em 2019, o viveiro alcançou em 2026 capacidade superior a 300 mil mudas por ano e já produziu cerca de 1 milhão de mudas desde sua criação, sendo mais de 500 mil só no biênio 2025-2026, com espécies nativas da bacia do Rio Doce. Ipês e quaresmeiras são as espécies mais procuradas para doação.

Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal – CEDASF, em Antônio Pereira, Ouro Preto (MG) – crédito Buffalo Digital (4)

As mudas produzidas no Cedasf atendem a plantios compensatórios, como os da Licença de Operação Corretiva (LOC), reparatórios (trechos de 1 a 11) e campanhas ambientais, como a do Dia da Árvore, além de doações à população e a instituições como a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Ao todo, são cerca de 1,9 mil hectares de plantios vinculados às licenças da empresa, muitos deles limítrofes a unidades de conservação, como os parques estaduais da Serra do Brigadeiro e do Itacolomi.

“O Cedasf é uma ferramenta viva de recuperação para toda a Bacia do Rio Doce. Cada muda produzida aqui ajuda a reparar, compensar e reflorestar áreas da região, priorizando espécies nativas, muitas ameaçadas de extinção. Também é um espaço de educação ambiental, levando esse conhecimento à população”, destaca o analista de Meio Ambiente Ezequiel Faria, responsável pelo Cedasf.

No distrito de Ubu, em Anchieta (ES), a Samarco mantém cultivo de mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangue-preto (Avicennia schaueriana) para atender a uma condicionante do Ibama, que prevê o plantio de 14 hectares limítrofes a uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). A meta da empresa é produzir 14 mil mudas até meados do próximo ano.

Sementes que sustentam a produção de mudas

Parte da matéria-prima usada nos plantios de restauração vem da Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, estruturada pelos programas de reparação da Samarco. A iniciativa segue em expansão e já soma mais de 185 toneladas de sementes nativas da Mata Atlântica coletadas desde o início do projeto em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Periquito (MG) – Recuperação florestal – na foto, Fernanda Tavares, analista ambiental da Samarco – 01 – crédito Douglas Magno-Nitro

A Rede reúne cerca de 1.250 coletores ativos, organizados em 33 núcleos nos dois estados, e o banco de sementes já conta com 354 espécies da Mata Atlântica, destinadas à semeadura direta, à produção de mudas e à recomposição de áreas degradadas em larga escala. Desde a criação da Rede, aproximadamente R$ 16,4 milhões já foram destinados aos coletores de sementes, contribuindo para a geração de renda e a valorização do conhecimento das populações envolvidas.

Em 2026, a Rede ampliou sua atuação em Minas Gerais com a participação da Aldeia Indígena Mirueira Pataxó, em Guanhães, de três assentamentos rurais em Jampruca e a retomada das atividades de um núcleo em Nacip Raydan. Em Jampruca, o Núcleo Maritacas passou de 10 participantes, em 2022, para 47 coletores ativos em 2026, com expectativa de entregar cerca de seis toneladas de sementes neste ano.

Jampruca (MG) – Projeto de coletores de semente – crédito Nitro Histórias Visuais

No Espírito Santo, a Rede atua nos municípios de Alto Rio Novo e Linhares; em Alto Rio Novo, o engajamento da Associação de Coletores de Sementes Nativas resultou na triplicação do volume coletado, de 3 toneladas em 2025 para uma previsão de 10,5 toneladas em 2026.

Para o analista de Meio Ambiente da Samarco, Antonio Sergio Cardoso Filho, o trabalho da Rede mostra que a restauração ambiental gera resultados mais consistentes quando alia conservação da biodiversidade ao protagonismo das comunidades locais. “Cada semente coletada representa uma oportunidade de recuperar a Mata Atlântica e acelerar a restauração ecológica da Bacia do Rio Doce. Mais do que recompor áreas degradadas, a Rede fortalece a cadeia produtiva da restauração, valoriza o conhecimento das comunidades locais, gera renda e promove um modelo em que conservação da biodiversidade e desenvolvimento social caminham junto”, destacou.

O post Samarco amplia produção de mudas nativas para restauração da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo apareceu primeiro em Território Notícias.

Com informações de Território Notícias.