Vídeo: supeita de que Flávio Bolsonaro foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados volta a repercutir na internet
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/ Flickr
O episódio do podcast Calma Urgente, da última segunda-feira (21), revisitou uma investigação do BBC News Brasil de 2019, a qual aponta indícios de que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi o funcionário fantasma da Câmara dos Deputados entre 2000 e 2002. Segundo a reportagem da BBC, Flávio Bolsonaro, por quase um ano, cursou presencialmente a faculdade de Direito, fez estágio voluntário duas vezes por semana no Rio de Janeiro e ainda ocupou o posto de assistente técnico de gabinete na liderança do PPB, antiga sigla do atual Progressistas (PP), na Câmara dos Deputados com carga horária de 40 horas semanais.
Sobre o posto na Casa Legislativa, destaca-se que o partido em questão era o mesmo pelo qual o pai, Jair Messias Bolsonaro, foi eleito para o terceiro mandando de deputado.
Além disso, o cargo comissionado, ocupado por meio de indicações por critérios políticos e/ou técnicos e exige o exercício das funções em Brasília, havia sido Ana Cristina Siqueira Valle, a então companheira de Jair, antes de ser passado para Flávio.
No podcast, o apresentador e jornalista Bruno Tortura afirma que poucas pessoas sabem sobre este fato e que o próprio ex-presidente teria conseguido o cargo para o filho.
"E um ponto que eu quero colocar, que é uma coisa que sempre me choca, muita gente fala muito pouco. Foi o pai que arrumou o emprego de funcionário fantasma pro filho de 18 anos", disse. E continuou: "É uma coisa pra mim inconcebível. O pai pega um filho seu, tipo, entrando na maioridade, e fala assim: "Toma aqui o seu primeiro emprego. É uma mamata".
Na ocasião, o também apresentador Gregório Duvivier ainda relembrou uma fala de Jair Bolsonaro, na qual ele declara que 'gosta de separar o filé mignon para os filhos'.
"Então, realmente, esse filho com 19 anos ganhou esse filé mignon, que é uma um cargo de 13 mil, em Brasília, que você precisava provavelmente não precisa ir, porque senão ele não teria se formado aqui, não teria feito o estágio. Sim, ele estreia a vida política dele", acrescentou.
Por fim, Bruno reforça que essa foi estreia do candidato na vida profissional e na pública e brinca fazendo uma junção entre a expressão "nepo baby", termo em inglês que significa "bebê do nepotismo", com a palavra "ghost", que é fantasma traduzido para o português.
"A vida profissional e pública. Como um Nepo Ghost", declarou.
Com informações de Farol da Bahia - Política.
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