sábado, 26 de setembro de 2026
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Vídeo: 'Declarações completamente falsas', diz Jaques Wagner ao negar recebimento de propina do Master

Por 8 · Farol da Bahia - Política · 26 de setembro de 2026, 12:06
Vídeo: 'Declarações completamente falsas', diz Jaques Wagner ao negar recebimento de propina do Master
Senador afirmou que nunca teve relação com o ex-banqueiro e classificou as declarações sobre supostos repasses de R$ 3 milhões como 'mentiras deslavadas

Foto: Carlos Moura/Agência Senado | Rovena Rosa/Agência Brasil

Após ser envolvido em mais um escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) usou as redes sociais, na manhã desta sexta-feira (25), para desmentir as declarações dadas pelo empresário, em uma proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo Wagner, as sociedades e contratos citadas por Vorcaro são "completamente falsas e oportunistas" e foram criadas com o objetivo de "interferir nas eleições". Ele também reforçou que "nunca" teve relação com o ex-banqueiro. 

"Mais uma vez, estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master. São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez, inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro. Repito, nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro", afirmou em vídeo publicado. 

O petista pontuou ainda que, no Senado Federal, atuou contra propostas que poderiam beneficiar o Master e relembrou que votou contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. 

Na delação rejeitada pela PF e PGR, Vorcaro acusou o grupo político de Wagner de receber R$ 3 milhões por mês em propina na Bahia. Segundo o ex-banqueiro, cerca de R$ 2 milhões mensais eram repassados através de um contrato entre o Banco Master e a PKL One, empresa envolvida na exploração do Credcesta, cartão de crédito consignado para os servidores da Bahia, e o R$ 1 milhão restante eram pagos em espécie. 

De acordo com a acusação, Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por meio da PKL One. O contrato não identifica Wagner ou outros políticos como beneficiários dos valores.  

"Com humildade, muito trabalho e fé em Deus, tenho segurança que Lula, Jerônimo, Rui e eu seremos eleitos e seguiremos trabalhando para que o Brasil e a Bahia continuem avançando", concluiu o petista. 

Com informações de Farol da Bahia - Política.