Moraes cita relatório da PF que aponta critérios distintos de Mendonça nos casos de Lulinha e ACM Neto
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, citou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que aponta que o ministro André Mendonça teria adotado pesos e medidas diferentes em apurações sob sua relatoria, variando conforme o espectro político dos investigados. As informações foram divulgadas pela colunista Mônica Bergamo.
Nesta quinta-feira (3), Moraes pediu para o Mendonça fosse investigado por possíveis indícios da prática de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos.
O documento da PF estabelece um comparativo direto entre a conduta dispensada a Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ex-prefeito de Salvador e dirigente do União Brasil, ACM Neto. Neto é candidato ao governo da Bahia.
De acordo com o relatório citado por Moraes, em uma reunião presencial realizada em 13 de agosto de 2026, Mendonça teria manifestado a percepção de que as ações atribuídas a ACM Neto aparentavam configurar uma atividade de representação de interesses dentro dos limites permitidos. Em contrapartida, os investigadores apontaram que a situação fática apurada em relação a ACM Neto guardava forte similaridade com a de Lulinha, alvo de inquéritos relatados por Mendonça que investigam suposto tráfico de influência no governo federal.
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Com informações de Farol da Bahia - Política.